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ECONOMIA E POLÍTICA NA DITADURA MILITAR BRASILEIRA


Em 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o presidente João Goulart, forçando o exílio de Jango e a chega ao poder, em 15 de abril do mesmo ano, do general Castello Branco, o primeiro de cinco militares que governariam o país até 1985, com a redemocratização. Quais os objetivos que motivaram a deposição do governo, eleito legalmente? Que propostas fizeram parte da agenda econômica na gestão militar? A luta contra a “subversão” e “ameaça comunista” foram o gatilho para o golpe?

Nesse encontro especial, a CASA DO SABER RIO recebe a jornalista Miriam Leitão para uma conversa sobre os aspectos políticos e econômicos que marcaram o regime de exceção no país e quais os seus reflexos no Brasil contemporâneo.



ECONOMIA PARA TELESPECTADORES: PERGUNTAS QUE VOCÊ SEMPRE QUIS FAZER, MAS NÃO SABIA COMO


Por que os preços sobem? Por qual razão o valor do dólar oscila? Há emprego para todos? Quem determina a taxa de juros? O governo pode gastar mais do que arrecada? Somos expostos diariamente a estes e a outros questionamentos nos noticiários, nas rodas de conversa do trabalho e até no tradicional almoço de domingo em família. Muitas vezes, eles provocam uma série de dúvidas e inseguranças sobre o funcionamento do sistema econômico e sobre como ele impacta as nossas vidas.

Neste curso, somos convidados a um passeio pelos conceitos econômicos fundamentais. Com uma linguagem clara e acessível, a ideia é expor os principais teóricos e correntes de pensamento, estabelecendo um canal direto com os cenários contemporâneos. Serão apresentados e analisados os principais indicadores econômicos – PIB, taxa de juros, taxa de câmbio, inflação e gasto público –, além das teorias que serviram de base para as diferentes políticas de governo no Brasil, discutindo a sua aplicação e consequente eficácia.



A PSICANÁLISE DAS CRISES FINANCEIRAS: UM NOVO SABER SOBRE OS IMPASSES DO NOSSO TEMPO


As seguidas crises financeiras diminuem a confiança na racionalidade dos mercados e abrem caminho para teorias que levam em conta os fatores psicológicos nos fenômenos econômicos. Ao examinar esse novo discurso, ancorado na noção da racionalidade limitada, destacam-se as contribuições da psicanálise. O curso propõe provocar a tensão entre postulados da economia, da psicologia econômica e da psicanálise, oferecendo, a partir daí, um novo saber sobre os impasses financeiros do nosso tempo.



SOCIEDADE CRIATIVA: O QUE É, POR QUE DOMINOU O MUNDO E COMO FAZER PARTE DELA?


Entramos definitivamente na era da criatividade. Fomentar uma cultura da criação é essencial para o sucesso de qualquer empresa, instituição ou coletivo. Entender como participar de forma pertinente dessa “Sociedade Criativa” que está redefinindo o mundo em que vivemos é o principal objetivo do encontro. A ideia é traçar um panorama sobre quatro pilares fundamentais para o tema: Economia Criativa, Cultura Criativa, Excelência Criativa e Processo Criativo.



MUDANÇAS CLIMÁTICAS: UMA QUESTÃO DE CIÊNCIA OU DE IDEOLOGIA?


O Brasil sempre ocupou uma posição de liderança no cenário internacional no que diz respeito à formulação das políticas de mudanças climáticas. Além de ter sediado a Rio 92 e a Rio+20, deu muitas contribuições que acabaram por se tornar paradigmáticas no combate ao aquecimento global. O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), por exemplo, que introduziu o comércio internacional de Reduções de Emissões e consubstanciou o princípio da “responsabilidade comum, porém diferenciada” no âmbito do Protocolo de Quioto, foi um dos inúmeros aportes que conferiram ao nosso país uma posição de destaque nas negociações multilaterais.

Nos últimos anos, entretanto, a participação brasileira veio perdendo o seu protagonismo. Uma série de imprecisões conceituais, aliadas a um viés ideológico que buscava aglutinar recursos e centralizar o processo decisório, culminaram por delinear um posicionamento oficial brasileiro não apenas conflitante com os princípios que devem nortear uma economia de mercado mas também alheio às vantagens comparativas que o Brasil apresenta quanto aos custos marginais de reduções de emissões.

Esse encontro tem o objetivo de apresentar os principais aspectos que precisam de urgente revisão tanto na recente política brasileira de mudanças climáticas quanto no Acordo de Paris.



NEUROPLASTICIDADE, ENTRE A SAÚDE E A EDUCAÇÃO


A educação moderna deve se basear em evidências científicas, obtidas de todas as disciplinas que possam contribuir com dados rigorosos – da economia e ciências sociais, à neurociência e psicologia, além de muitas outras. No caso particular da neurociência, o conceito que mais impacta a educação é o da neuroplasticidade – capacidade do sistema nervoso de modificar-se em resposta ao ambiente. No caso da saúde, a capacidade plástica do cérebro se manifesta em situações traumáticas, como em malformações congênitas, amputação de membros, ou lesões diretas no cérebro ou no sistema nervoso periférico. Mas, a neuroplasticidade se manifesta também em situações mais sutis, como é o caso da educação. Isso porque a educação consiste justamente em um sistema estruturado socialmente para possibilitar o aproveitamento dos períodos críticos do cérebro no desenvolvimento das competências cognitivas e emocionais dos cidadãos em formação.

Nesse encontro, neurocientista Roberto Lent apresentará quais são essas alterações plásticas do cérebro, um tema atual de grande impacto na saúde e na educação, e a pesquisa desse tema, se for estimulada, certamente alcançará enorme relevância social no futuro que já está no nosso horizonte.



ISRAEL E O MUNDO


Os últimos episódios da política israelense atraíram ainda mais os olhares do mundo para o país, que vem protagonizando muitos dos debates diplomáticos na comunidade internacional. Das eleições que garantiram o quinto mandato de Benjamin Netanyahu em meio a acusações e investigações de corrupção à repercussão entre os países árabes de declarações polêmicas feitas recentemente pelo premiê, o que esperar sobre os rumos da economia e da segurança para o país?

O historiador Michel Gherman nos atualiza, em dois encontros, sobre o momento político atual de Israel, num panorama das relações internacionais com o Mundo Árabe, os Estados Unidos e o Brasil. Em pauta, a promessa israelense de anexar em definitivo parte da Cisjordânia onde residem colonos israelenses; a relação amistosa com o presidente norte-americano Donald Trump e o acordo de paz prometido pelos EUA para a região e o discurso de aproximação entre Brasil e Israel por parte do governo brasileiro.



EFEITOS DE UM MUNDO CONECTADO: TECNOLOGIA, CONTROLE E SUBJETIVIDADE


Em um mundo onde passamos cada vez mais tempo conectados, as tecnologias digitais vêm provocando mudanças inéditas na cultura, na economia, na política e na subjetividade. No uso cotidiano da internet, milhares de informações sobre indivíduos e populações são utilizadas para influenciar nossos comportamentos em diferentes direções: comprar produtos, consumir conteúdos, utilizar serviços, influenciar nosso voto, etc. Além disso, os dispositivos de comunicação modificam a forma como cada um se relaciona consigo e com os outros, produzindo novas demandas sociais e subjetivas. Discutiremos alguns dos elementos da arquitetura das plataformas e a lógica da economia digital para entender como novas formas de controle estão sendo criadas nesse contexto e quais as implicações em nossas subjetividades.



UMA BREVE HISTÓRIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS


Relações Internacionais é uma disciplina de fundamental relevância da Ciência Política. Focada nas relações entre os Estados e entre os Estados e outras instituições pertencentes ao sistema internacional, esta área do conhecimento caracteriza-se pela interdisciplinaridade, aglutinando, por exemplo, os campos da Política, do Direito, da Economia e da História.

Esse curso tem como objetivo apresentar um olhar global sobre a evolução do sistema internacional desde a Paz de Vestfália (1648) até o início do século XXI. O panorama será realizado a partir das perspectivas clássicas das Relações Internacionais, como a construção da noção de soberania, as guerras sistêmicas europeias, a formação dos Estados-Nação no século XIX, a universalização do Sistema de Estados- Nação para América, África e Ásia, as guerras mundiais e a Guerra Fria.