Busca

     

Resultado



NIETZSCHE & HÖLDERLIN: O ROMANTISMO ENTRE A POESIA E A FILOSOFIA


No fim do século XIX, Nietzsche (1844 – 1900) descobriu a obra do poeta romântico Friedrich Hölderlin (1770 – 1843), que o antecedera em quase um século. Encontrou nele o mesmo impulso de aproximar amorosamente poesia e filosofia, criação e pensamento. Os dois pensaram criticamente o racionalismo, que teria separado a sensibilidade e o entendimento, expulsando o amor - a experiência de ser com o outro e de ser pelo outro - da vida moderna. O poema O adeus, de Hölderlin, expõe sinteticamente a concepção de amor do Romantismo, um movimento que mudou não só a literatura, mas nosso modo de pensar, sentir, combater, viajar. Mudou nossa forma de viver e de morrer.



MEMÓRIAS DO HOLOCAUSTO: OS LIMITES DA LINGUAGEM NA EXPERIÊNCIA DA BARBÁRIE


Mais de 70 anos após o Holocausto, ainda nos sentimos desafiados a voltar a esse evento-limite para repensarmos as fronteiras de nossa condição humana. A primeira questão que se coloca é já sobre a possibilidade de rememorar o episódio, uma vez que a experiência da barbárie parece interditar ao homem sua própria capacidade simbólica. Assim, o curso propõe-se a refletir sobre os limites da linguagem na tentativa de se narrar eventos que extrapolam o sentido mesmo do que é ser humano, debruçando-se sobre obras de três áreas distintas - a literatura, o cinema e a filosofia.



DEUS EXISTE? O PRINCÍPIO DE TODAS AS COISAS


A existência (ou inexistência) de Deus é o tema mais importante da filosofia. Dessa reflexão, inevitavelmente nos indagamos sobre “qual o sentido da vida?” O grande debate sobre o “mistério dos mistérios” longe está de qualquer conclusão, sobretudo porque todas as tentativas filosóficas e ‘científicas’ mais elaboradas de ‘provar’ que Deus existe ou de ‘provar’ que Deus não existe resultam em novas dúvidas e em nenhuma conclusão definitiva do tema. Sempre há novos argumentos para demolir as teses lançadas. Para se aproximar do tema com mais segurança teórica, é importante distinguir certos conceitos e afastar certos preconceitos estabelecidos em torno do assunto. O propósito desse curso é oferecer os debates mais contemporâneos sobre o tema, de modo nada dogmático.



A DIVINA COMÉDIA , DE DANTE ALIGHIERI


“O que é amar senão compreender e regozijar-se com o fato de que um ser viva, aja e sinta de maneira diferente da nossa, até mesmo oposta?”, escreveu Nietzsche em seu Humano, Demasiado Humano. Por vezes, a filosofia procurou responder à questão sobre o que é o amor e o que nos leva a sucumbir a ele. Nesse sentido, a literatura também fez a sua parte ao retratar a sensibilidade e as angústias de uma alma apaixonada, através de romances consagrados que atravessaram o tempo.

O que os pensadores clássicos têm a nos dizer sobre a condição humana perpassada pela experiência do amor? De que forma suas tramas e personagens refletem as relações intersubjetivas e os aspectos históricos e sociais de suas épocas?

Nesta aula, veremos o tema do amor em A divina comédia, escrita por Dante Alighieri na Idade Média, quando este sentimento se manifestava na valorização da “musa inspiradora” pela poesia dos trovadores.
 

5 AULAS*: R$540

*Para a compra do pacote de cinco aulas, entre em contato pelo telefone (21) 2227-2237



OS MUNDOS DE PRIMO LEVI


Em 2019, assinala-se o centenário de nascimento de Primo Levi. Químico de profissão, justificava a escolha da carreira pela convicção de que os fascistas nada podiam fazer contra os elementos químicos e a tabela periódica. Nascido em Turim, em 1919, Primo Levi, durante a Segunda Guerra Mundial, associou-se a um grupo de resistência ligado ao movimento político "Justiça e Liberdade". Foi capturado por tropa italiana, entregue aos alemães e enviado ao campo de extermínio de Auschwitz em fevereiro de 1944.

Sobrevivente da Shoah, Primo Levi retorna a Turim e, poucos anos após, publica sua principal obra – É isto um homem? – em edição discreta e de pequena tiragem. Ao fim dos anos 1950 , o livro viria a ser editado e, a partir daí, até a sua morte, firmando-o como um dos mais importantes pensadores do século passado. Sua obra ultrapassou o registro do testemunho, inscrevendo-se em um programa intelectual que acabou por combinar filosofia moral e política, antropologia, literatura de ficção, ficção científica e inumeráveis textos de intervenção. Como bem diz Domenico Scarpa, em todas essas facetas, a Shoah está presente. O fundo comum de toda a obra é uma investigação a respeito da condição e do sujeito humanos.

Esses dois encontros pretendem apresentar um quadro biográfico-temático da trajetória de Primo Levi e análises específicas de alguns de seus livros; em particular, o primeiro deles – É isto um homem? – e o último – Os afogados e os sobreviventes. O objetivo será o de sugerir a presença em Primo Levi de um pensamento originário, uma forma própria de interpretação da condição humana.



O TRÁGICO EM SHAKESPEARE


A intenção do curso é estudar as diferentes concepções do trágico que são configuradas quando se comparam duas tragédias de Shakespeare: Hamlet e Otelo. Será apresentado um contexto histórico de Shakespeare e, especificamente, a origem e as características do teatro elisabetano. As abordagens das peças evidenciarão temas da poética da tragédia e da filosofia do trágico, tais como o conflito entre liberdade e necessidade, o efeito (catarse), o terror e o destino.



ROMEU E JULIETA , DE WILLIAM SHAKESPEARE  


“O que é amar senão compreender e regozijar-se com o fato de que um ser viva, aja e sinta de maneira diferente da nossa, até mesmo oposta?”, escreveu Nietzsche em seu Humano, Demasiado Humano. Por vezes, a filosofia procurou responder à questão sobre o que é o amor e o que nos leva a sucumbir a ele. Nesse sentido, a literatura também fez a sua parte ao retratar a sensibilidade e as angústias de uma alma apaixonada, através de romances consagrados que atravessaram o tempo.

O que os pensadores clássicos têm a nos dizer sobre a condição humana perpassada pela experiência do amor? De que forma suas tramas e personagens refletem as relações intersubjetivas e os aspectos históricos e sociais de suas épocas?

Nesse encontro, discutiremos como o romance entre os amantes de Verona transformou-se no mito fundador do amor para nossa cultura, através de seu enquadramento político.



AMÓS OZ, HUMANISMO E TOLERÂNCIA COMO PRINCÍPIO


Considerado um dos intelectuais israelenses mais aclamados da atualidade, Amós Oz nasceu em 4 de maio de 1939, em Jerusalém. Com uma interpretação racional sobre um dos mais complexos conflitos históricos do mundo, o escritor foi um defensor da paz com os palestinos sem nunca deixar de lado seu amor por Israel. Morreu no dia 28 de dezembro de 2018 sem ter visto a resolução do conflito.

Oz estudou Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém no início da década de 1960, época em que também começou a publicar seus primeiros trabalhos em forma de contos. Seu primeiro livro, Where the Jackals Howl, foi lançado em 1965. Escritor, jornalista e ensaísta, venceu inúmeras premiações, incluindo os prêmios Goethe, Franz Kafka e uma indicação ao Nobel de Literatura em 2002.

Nesse encontro, o historiador e cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Árabes e Judaicos (Niej) da UFRJ Michel Gherman celebrará a vida e a obra deste grande pensador que, assim como declarou o jornalista Guga Chacra na sequência de sua morte, “merecia o Nobel de Literatura. E também o da Paz”.



CINECLUBE


O cineclube da CASA DO SABER RIO oferece aos interessados a oportunidade de assistirem a filmes clássicos e contemporâneos seguidos por debates conduzidos pelo curador e crítico de cinema Filippo Pitanga.

Nessa primeira edição, teremos como tema Os mestres dos mestres: como o cinema nos ensinou a sonhar. Apresentaremos três cineastas basilares e como se dá a influência entre eles, a comunicação de suas linguagens e o uso da fantasia e da magia do cinema como interpretações que vão da psicanálise à filosofia.