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MULHERES QUE INSPIRAM MULHERES III: LEILA DINIZ POR MIRIAN GOLDENBERG


Se uma mulher simboliza no Brasil a liberação feminina na revolução dos costumes que varreu o país e o mundo nos anos 60 e 70, ela se chama Leila Diniz (1945-1972). Bela, alegre, provocadora e, acima de tudo, livre, a atriz escandalizou a sociedade em uma época de grande repressão cultural, social e moral – o período da ditadura militar. Dizia o que pensava e vivia do jeito que queria. Defensora do amor livre, foi criticada por feministas antes de se tornar, ela mesma, um símbolo da nova mulher brasileira, por quebrar tabus comportamentais. Sua trajetória e a história da mudança da mulher nas últimas décadas são contadas pela antropóloga
Mirian Goldenberg, autora de uma biografia sobre a atriz, além de especialista em comportamento e em questões que envolvem o feminino. 



MULHERES QUE INSPIRAM MULHERES II: PRINCESA ISABEL POR MARY DEL PRIORE


Antes de Dilma Rousseff chegar ao Palácio do Planalto, outras mulheres também tiveram uma participação importante na vida política do país. Autora de História das mulheres no Brasil, Mary del Priore já contou percursos cheios de obstáculos enfrentados por figuras históricas como a Condessa de Barral e a Marquesa de Santos. Em O castelo de papel ela aborda a vida da Princesa Isabel (1846-1921), a última princesa imperial e regente do Brasil. Filha de Dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, ela entrou para a história por ter assinado a Lei Áurea, abolindo a escravidão. Mas será que esse episódio é representativo de sua figura pública? “Por trás do mito se esconde uma mulher identificada aos paradigmas femininos de seu tempo: maternidade, lar e família, cuja vida doméstica sobrepôs-se à vida pública”, explica Mary, que revelará as múltiplas visões que a história teve de Sua Majestade Imperial, Dona Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil. Apoio Chevron



MULHERES QUE INSPIRAM MULHERES I: RACHEL DE QUEIROZ POR NÉLIDA PIÑON


Primeira escritora a entrar para a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1977, Rachel de Queiroz (1910-2003) foi uma pioneira. Seu livro de estreia, O quinze, é um marco da literatura nacional. Publicada em 1930, é uma das obras inaugurais do romance regionalista brasileiro. Na época, O quinze foi saudado por outro escritor como “um livro de macho”, pois, segundo a própria autora, “literatura feminina era feita por senhoras que escreviam histórias comoventes ou poesias apaixonadas”. Além de ter feito peças de teatro e romances, entre os quais O memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz foi a primeira cronista da imprensa brasileira. A autora terá sua trajetória lembrada por outra jornalista, escritora e acadêmica: Nélida Piñon, também uma precursora. Foi a primeira mulher a presidir a ABL, reduto masculino em um universo masculino, o das Letras. Apoio Chevron