A FILOSOFIA DE SCHOPENHAUER E SUA INTERFACE COM GRANDES OBRAS LITERÁRIAS


Iasmim Martins

11 e 18 de february - Tuesdays - das 19h30 às 21h30 - 2 encontros

CONCLUÍDO

O curso pretende apresentar os principais conceitos da metafísica e da estética schopenhauerianas e sua interface com obras literárias tais como: Torquato Tasso, de Goethe, citada pelo próprio filósofo diversas vezes; O Primo Basílio, de Eça de Queirós, e a poesia de Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa. Desse modo, serão abordados conceitos filosóficos tais como o belo e o sublime, a genialidade e a loucura, o trágico e a tragédia, o homem e a natureza com expressões que se encontram também na literatura.

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aulas


  • 11 FEV | O DRAMA DO GÊNIO NA METAFÍSICA DO BELO DE SCHOPENHAUER: SUA MAIS ALTA EXPRESSÃO NO TORQUATO TASSO, DE GOETHE

    Para Schopenhauer, o que caracteriza o gênio é o excedente da faculdade de conhecer (genialidade), que lhe possibilita acesso imediato à Ideia por meio da contemplação intuitiva. Este excedente da faculdade de conhecer pode tomar duas orientações excludentes entre si: a orientação objetiva, quando ele se torna livre da servidão da vontade, ou a orientação subjetiva, ocasião em que o excedente se coloca a serviço da vontade individual. Por conta dessas duas orientações, o gênio ora se abstém do sofrimento, ora sofre de maneira extremada. Desse modo, há a hipótese de que o gênio vivencie um drama existencial que ultrapassa o sofrimento natural inerente aos outros homens. Na aula, vamos recorrer à obra Torquato Tasso, de Goethe, citada pelo próprio Schopenhauer.


  • 18 FEV | UMA LEITURA DE O PRIMO BASÍLIO À LUZ DA FILOSOFIA DE SCHOPENHAUER

    Partindo da concepção schopenhaueriana de tragédia, podemos inferir que a obra O Primo Basílio, do português Eça de Queirós, contém o caráter sublime do trágico. Encontramos nesta obra a exposição da grande infelicidade essencial à tragédia, bem como a miséria humana, o império da maldade, a resignação e o caminho inevitável para a morte. Além disso, o romance se configura como uma grande crítica à sociedade, seu falso moralismo, sua mediocridade. Aos olhos da filosofia de Schopenhauer, poderíamos afirmar que Eça apreende a essência dos homens e produz um romance que, em certo sentido, é uma tragédia, pois denuncia todo tipo de embuste contido na sociedade burguesa, no convívio dos homens e até no caráter dos mesmos.


ministrado por


  • Iasmim Martins

    Doutoranda em Filosofia pela PUC-Rio, mestre e licenciada em Filosofia pela UFRRJ. É psicanalista pela Formação Freudiana/RJ, estando inserida na clínica psicanalítica. É professora convidada das especializações em Arte e Filosofia Filosofia Contemporânea da PUC-Rio, e dos cursos de MBA da FGV.