A HISTÓRIA QUE NOS FERE: O VIVER E O SABER QUE SE VIVE EM CLARICE LISPECTOR


Flávia Trocoli

18 e 25 de october - Fridays - das 19h30 às 21h30 - 2 encontros

CONCLUÍDO

A proposta do curso parte da pergunta feita no capítulo “O Banho”, de Perto do coração selvagem (1944), primeiro romance publicado por Clarice Lispector. Nele, a protagonista se pergunta: “O que importa afinal: viver ou saber que se vive?”. G.H., em 1964, responderá: “Saber que se vive é a coragem”. O impasse ganhará contornos novos e ainda mais dolorosos em A hora da estrela (1977), último romance e espécie de testamento literário da autora. Diante de Macabéa, o narrador não encontra palavras capazes de elaborar a condição da personagem de nordestina miserável exilada no Rio de Janeiro. Macabéa então não pode saber como vive, o que cria, assim, inúmeros problemas para a escrita da obra.

Para um melhor aproveitamento das aulas, recomenda-se a leitura preliminar de Perto do coração selvagem e de A hora da estrela.

ÁREA DO ALUNO
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aulas


  • 18 OUT | SABER QUE SE VIVE PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM


  • 25 OUT | O PARAFUSO DISPENSÁVEL E O DELICADO ESSENCIAL EM A HORA DA ESTRELA


ministrado por


  • Flávia Trocoli

    Professora da Faculdade de Letras da UFRJ. Licenciada em Letras, mestre e doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp e pós-doutora pela mesma instituição. Possui formação em Psicanálise pela Escola de Psicanálise de Campinas. É pesquisadora do outrarte: psicanálise entre ciência e arte, centro de pesquisa do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. É autora do livro A inútil paixão do ser: figurações do narrador moderno.