CLARICE LISPECTOR E AS ARTES


Clarisse Fukelman

De 15 a 29 de june - Tuesdays - das 19h às 20h30 - 3 encontros

A proposta do curso é, em três encontros, interpretar a obra de Clarice Lispector a partir de conexões da literatura com a música, a fotografia e as artes plásticas. Em cartas e crônicas a escritora manifesta sua afeição por outras expressões artísticas e ela própria se dedicou à pintura, no final da vida. Além disso, cria ficcionalmente um amplo diálogo com as diferentes linguagens: a técnica e o método de escrita, o ritmo da narrativa, a concepção da forma, a criação de protagonistas que são artistas plásticas e a reflexão permanente sobre as relações entre palavra e silêncio, fazendo repercutir os versos do poeta Carlos Drummond de Andrade: “Lutar com palavras/ é a luta mais vã./ Entanto lutamos/ mal rompe a manhã”.
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INFORMAÇÃO IMPORTANTE: CURSO ONLINE AO VIVO + REPLAY

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aulas


  • 15 JUN | DO DESENHO À TINTA

    Pintura, escultura e desenho mereceram especial atenção de Clarice Lispector, revelada nas observações que ela tece sobre exposições e pintores e no interesse pela arte produzida no Brasil nos anos 50-60. Além de conceber várias personagens-artistas e de haver um diálogo entre sua obra literária e suas pinturas, ela aproxima operações artísticas da literatura e das artes visuais, invoca obras e nomes como Paul Klee, sinaliza o envolvimento do corpo na atividade criativa e evoca o desenho, a escultura e a pintura para traduzir inquietações sobre processo de criação e a matéria prima de seu trabalho: a palavra.


  • 22 JUN | O RETRATO E A MOLDURA

    Os retratos fotográficos tirados de Clarice Lispector indicam a consciência da escritora sobre a composição e a força da imagem fotográfica, a ponto de aconselhar uma colega de profissão: "Não sorria em fotografias. Uma escritora sorridente não é levada a sério". Ao mesmo tempo, ela incorpora a sua obra questões ligadas ao ato fotográfico, como o instantâneo, o close e o enquadramento: “O que me importa são instantâneos fotográficos das sensações — pensadas, e não a pose imóvel dos que esperam que eu diga: olhe o passarinho! Pois não sou fotógrafo de rua.”


  • 29 JUN | ESCRITA É ESCUTA

    Muitos compositores são nominalmente convocados ao longo da obra de Clarice. A hora da estrela abre com uma homenagem a Schumann, Bach e Schönberg, entre outros “que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas”. Além disso, a poética clariciana é atravessada por um imaginário musical. Seus textos convocam uma imersão associada à escuta da música, incluindo a força comunicativa do silêncio: “quero o máximo – e o máximo deve ser atingido e dito com a matemática perfeição da música ouvida e transposta para o profundo arrebatamento que sentimos”.


ministrado por


  • Clarisse Fukelman

    Doutora em Literatura Brasileira pela UFRJ e curso de pós-graduação na Ecole des Hautes Études em Sciences Sociales (Paris, França). Foi professora nos departamentos de Comunicação Social, Letras e Artes Cênicas da PUC-Rio, onde idealizou e coordenou a pós-graduação Leitura, teoria e prática. Roteirista da peça e web série Ao redor da mesa, com Clarice Lispector (SESC- Rio, 2020) e de leituras dramatizadas a partir da obra de escritora. Consultora para diversos projetos sobre Clarice Lispector, como o figurino da peça Simplesmente Clarice e a cenografia da exposição A hora da estrela (Museu da Língua Portuguesa). Curadora de exposições e seminários sobre escritores, leitura e literatura (Antonio Callado, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Jean-Paul Sartre etc.). Colaboradora de cadernos literários, organizou os livros Passeios na Zona Norte; Conto em quatro tempos; e Biografia, memória e cultura.



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