EM TEMPOS DE SOLIDÃO

É POSSÍVEL ESTAR SOZINHO NUMA CULTURA QUE NÃO ADMITE INTERVALOS?


Sandra Niskier Flanzer

20 e 27 de march - Wednesdays - das 19h30 às 21h30 - 2 encontros

CONCLUÍDO

Segundo pesquisas realizadas em diferentes países, um significativo número de pessoas tem se declarado solitárias, um dado que vem aumentando epidemicamente. Somente na Inglaterra, 15% da população se inclui nesta estatística. Como compreender essa realidade em plena era de expansão das redes sociais cuja enxurrada de informações praticamente obriga o sujeito a um contato assíduo e sem intervalos com o outro?

A dificuldade de estabelecer vínculos é abordada por Freud ao lembrar que o relacionamento com o outro é uma das principais fontes de desprazer experimentadas pelo sujeito. Mas, a solidão pode também resultar de uma singularidade necessária, contendo também uma dimensão ética, que é quando o sujeito não se contrai a uma expectativa idealizada que a cultura impõe e espera dele, livrando assim a solidão de seus habituais estigmas.

Nesse sentido, é possível estar sozinho numa cultura que não admite intervalos? Esse curso abordará a diferença entre o sujeito solitário e o sujeito sozinho à luz dos mais importantes conceitos da psicanálise. Para além do ideal de autossuficiência que se abate sobre nossas cabeças de modo imperativo nos dias de hoje, Freud nos lembra que somos, estruturalmente, desamparados. Assim como diz Lya Luft, “a solidão é um campo muito vasto, que não se deve atravessar a sós”.

ÁREA DO ALUNO
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aulas


  • 20 MAR | A SOLIDÃO À LUZ DA PSICANÁLISE


  • 27 MAR | O SUJEITO SOLITÁRIO E O SUJEITO SOZINHO


ministrado por


  • Sandra Niskier Flanzer

    Psicanalista. Pós-doutoranda do Programa de Teoria Psicanalítica da UFRJ e mestre e doutora em Teoria Psicanalítica pela mesma instituição. Membro do Tempo Freudiano Associação Psicanalítica. Autora dos livros a pa-lavra; Por um, segundo; Re/talhos; do quarto; e Cartas para A..