ENCONTRO COM OS AFETOS

COMO SE RELACIONAM DESEJO E AFETOS NA FILOSOFIA DE SPINOZA E NA PSICANÁLISE?


André Martins

De 03 a 17 de june - Mondays - das 19h30 às 21h30 - 3 encontros

CONCLUÍDO

Quando ouvimos a palavra afeto logo pensamos em termos comuns a nós, como carinho, afeição, empatia. Spinoza (1632 – 1677), em sua filosofia, propõe que os afetos são , basicamente, o que sentimos quando somos afetados. Ou seja, há os afetos que são bons e outros, ruins; há aqueles que são alegres e outros, tristes. Além deste filósofo, Nietzsche (1844 - 1900) e Winnicott (1896 - 1971) também afirmam que é impossível não sermos afetados ao longo da vida.

Se, por um lado, sentir possibilita o sofrimento, por outro, a busca por deixar de sentir, além de ser fadada ao fracasso, pressupõe uma vida fria, calculista, ressecada – portanto, sem paixão nem entusiasmo. Em outras palavras, para nos afeiçoarmos a algo ou alguém, é preciso, primeiro, que nos afetemos de algum modo. Spinoza também tenta nos mostrar que tanto os afetos alegres ou tristes são formas do desejo – e, neste ponto, concorda com aquilo que a Psicanálise afirmaria séculos depois: que o desejo é a essência do ser humano.

ÁREA DO ALUNO
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aulas


  • 03 JUN | FUGIR DOS AFETOS É UMA FORMA DE SE AFETAR. AFETAR-SER PARA VIVER


  • 10 JUN | O DESEJO E OS AFETOS. CONTROLAR O DESEJO PARA CONTROLAR OS AFETOS?


  • 17 JUN | AS DOENÇAS PSÍQUICAS COMO MANEIRAS DE LIDAR COM A INTENSIDADE DOS AFETOS


ministrado por


  • André Martins

    Professor do Departamento de Filosofia da UFRJ e professor visitante das universidades de Reims e Amiens (França). Doutor em Filosofia pela Universidade de Nice (França), em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, e pós-doutor pela Universidade de Provence (França). É autor, entre outras obras, de Pulsão de morte?: por uma clínica psicanalítica da potência e organizador dos livros Spinoza et la psychanalyseAs ilusões do eu: Spinoza e Nietzsche e O mais potente dos afetos: Spinoza e Nietzsche.