MUDANÇAS CLIMÁTICAS: UMA QUESTÃO DE CIÊNCIA OU DE IDEOLOGIA?


Virgílio Gibbon

02 de august - Friday - das 19h30 às 21h

CONCLUÍDO

O Brasil sempre ocupou uma posição de liderança no cenário internacional no que diz respeito à formulação das políticas de mudanças climáticas. Além de ter sediado a Rio 92 e a Rio+20, deu muitas contribuições que acabaram por se tornar paradigmáticas no combate ao aquecimento global. O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), por exemplo, que introduziu o comércio internacional de Reduções de Emissões e consubstanciou o princípio da “responsabilidade comum, porém diferenciada” no âmbito do Protocolo de Quioto, foi um dos inúmeros aportes que conferiram ao nosso país uma posição de destaque nas negociações multilaterais.

Nos últimos anos, entretanto, a participação brasileira veio perdendo o seu protagonismo. Uma série de imprecisões conceituais, aliadas a um viés ideológico que buscava aglutinar recursos e centralizar o processo decisório, culminaram por delinear um posicionamento oficial brasileiro não apenas conflitante com os princípios que devem nortear uma economia de mercado mas também alheio às vantagens comparativas que o Brasil apresenta quanto aos custos marginais de reduções de emissões.

Esse encontro tem o objetivo de apresentar os principais aspectos que precisam de urgente revisão tanto na recente política brasileira de mudanças climáticas quanto no Acordo de Paris.

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ministrado por


  • Virgílio Gibbon

    Mestre e doutor em Economia pela FGV. Foi professor da FGV, PUC, IME e do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores. A pedido do Ministério do Comércio e Indústria, conceituou e implantou na BM&F o Mercado Brasileiro de Reduções de Emissões durante a vigência do Protocolo de Quioto. Coordenou, pela FGV, a implantação do primeiro projeto de Reduções de Emissões por Desmatamento Evitado no Acre, premiado pela ONU.