O CARNAVAL E O SAMBA NA CULTURA BRASILEIRA


Luiz Antonio Simas

17 de february - Monday - das 19h30 às 21h

O que separa o Carnaval das escolas de samba e o Carnaval de rua é um detalhe curioso. Segundo o historiador Luiz Antônio Simas, o primeiro é o Carnaval caracterizado pela ordem, e o segundo, pela espontaneidade e pela desordem. Baseado na cultura dos terreiros, Simas criou um termo para se referir a cada uma dessas duas representações: Oxalufânico, para o espetáculo realizado na Marquês de Sapucaí, e Exuzíaco, para os blocos que cobrem as ruas cariocas. Ele se utiliza das tradições afro-brasileiras afirmando que não há necessidade de recorrer aos deuses gregos Apolo e Dionísio uma vez que, na cultura nacional, existem divindades que ocupam este mesmo espaço mitológico, como os orixás Oxalufã e Exu.

Para além da representatividade do Carnaval e do samba na cultura brasileira, Simas identifica que ambos estão sendo tragados pela mesma lógica: a da capacidade de retorno financeiro. É interessante pensar o samba e o Carnaval não como soluções para os problemas socioeconômicos do país, mas como potencializadores das nossas contradições. Eles podem apresentar um Brasil problemático e construído sobre um projeto de país excludente, machista e racista. Isso é fundamental para entendermos por que a exclusão social no Brasil não foi algo que deu errado.

Neste encontro especial, a CASA DO SABER RIO recebe o historiador Luiz Antônio Simas, referência quando o assunto são as culturas populares brasileiras, para uma conversa sobre a importância do carnaval e do samba para a cultura brasileira.

INSCRIÇÃO ONLINE
Valor R$ 130.00

INSCREVA-SE AQUI

Conheça as formas de pagamento e a
política de cancelamento

ÁREA DO ALUNO
Faça o download do material do curso

ministrado por


  • Luiz Antonio Simas

    É historiador, professor e escritor. Foi colunista do jornal O Dia e jurado do Estandarte de Ouro, prêmio carnavalesco do jornal O Globo. Tem diversos livros publicados sobre cultura popular, carnaval, samba e Rio de Janeiro, entre eles Samba de Enredo, História e arte, em coautoria com Alberto Mussa, Portela – tantas páginas belas, e Pedrinhas Miudinhas: ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros, reunindo 41 textos sobre culturas populares. Recebeu, pelo Dicionário da História Social do Samba, escrito com Nei Lopes, o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção de 2016. Trabalhou como consultor, ao lado de Ruy Castro, Sérgio Cabral, Jairo Severiano e Hermínio Bello de Carvalho, no processo de criação do novo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

INSCREVA-SE AQUI