O FADO E SEUS CENSORES : OS USOS (E OS DESUSOS) POLÍTICOS DA MÚSICA


Ricardo Nicolay

06 e 13 de february - Thursdays - das 17h às 19h - 2 encontros

Em 1926, o golpe militar do dia 28 de maio encerrou o regime republicano em Portugal e criou instituições com poderes autoritários de controle. Esse episódio interrompeu a evolução social internamente negociada do meio fadista e interferiu diretamente nas formas com as quais o fado produziria e a pensaria sobre si mesmo. As letras de fado, a partir de então, passaram a ser reguladas pelo Estado e necessitavam de uma autorização do governo para serem interpretadas em público. A censura interferiu diretamente na vertente mais dinâmica desta forma de expressão popular: o improviso.

A partir de 1933, a nova Constituição portuguesa é posta em vigor e o Estado Novo é institucionalizado, levando António de Oliveira Salazar (1889-1970) ao comando do país. Foi também em 1933 que o Estado Novo deu os primeiros sinais de controle da produção artística de Portugal, com o projeto de criação de políticas de promoção cultural subordinadas aos fins políticos do regime.

Ao longo destes dois encontros, realizaremos um panorama sobre o Estado Novo português, contextualizando-o historicamente. Serão abordadas a interferência e a influência do regime na produção cultural, intelectual e midiática, bem como os desdobramentos destes impactos em uma das mais importantes manifestações artísticas de Portugal: o fado.

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Valor R$ 260.00

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aulas


  • 06 FEV | O FADO, CANÇÃO DE VENCIDOS

    Faremos, neste primeiro encontro, uma breve apresentação sobre o Estado Novo português, identificando as diferentes correntes ideológicas que envolveram o fado em disputas entusiasmadas.


  • 13 FEV | O FADO, A CANÇÃO NACIONAL

    Analisaremos os usos e desusos políticos do fado na era moderna e na contemporaneidade, identificando momentos e atores que o utilizaram como ferramenta para construção de um símbolo nacional português.


ministrado por


  • Ricardo Nicolay

    Curador da CASA DO SABER RIO. Doutor em Geografia e mestre em Comunicação pela Uerj, e bacharel em Ciências Sociais Cpdoc/FGV. É pesquisador do Programa de Extensão em Estudos Avançados em Geografia, Religião e Cultura (Peagerc/Uerj). Foi aluno em intercâmbio no Departamento de Antropologia do Instituto Universitário de Lisboa e investigador no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (Portugal). Pesquisa o fado há mais de 10 anos, tendo escrito diversos artigos sobre o tema. 

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