QUEM TEM MEDO DE MÚSICA CLÁSSICA?

UMA ABORDAGEM CRÍTICA PARA QUEM TEM VERGONHA DE CRITICAR


Laura Rónai

De 03 a 17 de may - Fridays - das 19h30 às 21h30 - 3 encontros

Quem vai ao cinema, vê uma novela, ou mesmo assiste a um show de MPB não sente o menor constrangimento em emitir sua opinião. Mas depois de um concerto ninguém tem coragem de afirmar peremptoriamente uma visão negativa. No máximo, diz: “eu não entendo muito de música clássica”. Como assim, “não entendo”? Quando se fala em crítica musical pensamos geralmente numa atividade muito específica, a do jornalista, que escreve para um periódico de grande circulação. Mas pensar criticamente é uma atividade que todas as pessoas que lidam com música exercem de uma maneira ou de outra. Professores, para elaborar explicações a seus alunos; intérpretes, para decidir entre várias opções de fraseado; e, finalmente, os leigos, para simplesmente aumentar o grau de fruição das obras que lhes falam à alma. Pensar sobre o porquê de gostarmos (ou não) de uma determinada interpretação é tarefa que pode ser muito mais do que proveitosa intelectualmente – pode se tornar um verdadeiro prazer.

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Valor R$ 360.00

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  • 03 MAI | ANTONIO VIVALDI: TREMENDO DE FRIO COM O INVERNO, DE AS QUATRO ESTAÇÕES

    Provavelmente a obra musical mais conhecida do repertório clássico, As quatro estações, de Vivaldi, já foi usada como trilha sonora para vender de xampu a carros. No entanto, raramente é considerada em seu contexto original, como obra programática. Nesta aula, ouviremos e analisaremos uma de suas partes, o concerto O Inverno. Ao nos inteirarmos do poema, que é a espinha dorsal de sua construção musical, disporemos de um elemento importante para auxiliar na formulação de uma análise crítica com um viés particular: qual das muitas versões se aproxima mais da sensação física que o poema pretende retratar?


  • 10 MAI | WOLFGANG AMADEUS MOZART: COMO EXPRESSAR SUA RAIVA MUSICALMENTE? MOZART RESPONDE. CARACTERIZAÇÃO EM DUAS ÁRIAS DE LE NOZZIE DI FIGARO.

    Analisaremos as características principais de duas árias (nº 4 e nº 17) da ópera Le Nozzie di Figaro, de Wolfgand Amadeus Mozart, nas quais um mesmo sentimento é exposto: a raiva. É através de meios musicais que Mozart delineia o caráter dos seus personagens, definidos por Lorenzo da Ponte no libreto que inspira e alicerça as escolhas musicais do compositor. Entender as razões por trás das semelhanças e diferenças entre as duas árias é de fundamental importância para a correta caracterização musical dos dois personagens, D. Bartolo e o Conde de Almaviva, e nos ajuda a entender por que, passados vários séculos, a obra de Mozart continua atual e empolgante.


  • 17 MAI | GIUSEPPE VERDI À FLOR DA PELE: COMPARAÇÕES DE DIFERENTES MONTAGENS DA ÓPERA LA TRAVIATA

    A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, é certamente uma das histórias mais conhecidas do mundo. O drama da prostituta de coração de ouro que sacrifica seu amor e a esperança de felicidade pelo bem do seu amado ainda é tão popular que encontra eco em vasta filmografia. Uma comparação entre três diferentes montagens da ópera mostra como uma mesma cena atinge seu impacto, e de que forma os sentimentos expressos pelo texto são reforçados pela música magistral do mestre italiano que revolucionou a história da música, tornando seu nome sinônimo de ópera.


ministrado por


  • Laura Rónai

    Professora do Departamento de Canto e Instrumentos de Sopro e do Programa de Pós-graduação em Música da Unirio, onde ministra o curso Apreciação e Crítica Musical. Flautista, formou-se em Música pela Unirio e em Flauta pela State University of New York (Estados Unidos). Obteve título de mestre na City University of New York (Estados Unidos) e de doutorado em Práticas Interpretativas na Unirio. É autora do livro Em busca de um mundo perdido.

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