SHAKESPEARE E A FILOSOFIA

O ESTOICISMO ROMANO, O PENSAMENTO POLÍTICO DE MAQUIAVEL E O CETICISMO DE MONTAIGNE


Pedro Süssekind

De 18 de january a 01 de february - Mondays - das 19h às 20h30 - 3 encontros

Como diz Hamlet, depois de sua conversa com um fantasma, “Há mais coisas no céu e na Terra, Horácio, do que pode sonhar a nossa filosofia”. Nessa frase que se tornou parte da cultura popular, o príncipe contrapõe ao conhecimento de sua época algo de sobrenatural, ou antinatural. O que me pergunto é se seria possível opor a um conhecimento que se mantém nos limites do bom senso e das crenças aceitas uma filosofia que fosse capaz de compreender o que não pode ser explicado. Em outras palavras: seria possível opor à filosofia de Horácio, ou à filosofia da corte, uma filosofia de Hamlet? Considero que um caminho para responder essa pergunta passa pela pesquisa das fontes usadas por Shakespeare, a fim de identificar quais escolas filosóficas estão por trás da visão de mundo de Horácio e das práticas da corte, e quais filósofos podem ter servido de referência na construção de Hamlet e de seu modo de pensar. Nesse caso, considero que há três correntes principais a comentar: o estoicismo romano, o pensamento político de Maquiavel e o ceticismo de Montaigne.

Neste curso será apresentada a relação de Shakespeare com a filosofia a partir dessas referências e de uma contextualização histórica.

CURSO ONLINE AO VIVO + REPLAY
> Este curso faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece nos dias 21, 27 DE JANEIRO E 03 DE FEVEREIRO, ÀS 17H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.

As inscrições podem ser feitas pelos telefones (21) 2227 2237.

ÁREA DO ALUNO
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aulas


  • 18 JAN | SHAKESPEARE E A TRADIÇÃO CLÁSSICA

    A influência dos clássicos (especialmente do mundo romano) no teatro elisabetano, recorrendo a não só ao exemplo de uma peça romana como Júlio César, mas também a Hamlet, tragédia em que Horácio confessa ser “mais romano antigo do que dinamarquês”.


  • 25 JAN | O MAQUIAVELISMO EM SHAKESPEARE

    O maquiavelismo, uma doutrina política que marcou profundamente os dramas históricos shakespearianos, como veremos com o exemplo de Ricardo III.


  • 01 FEV | HAMET E O CETICISMO

    A repercussão dos Ensaios de Montaigne, com seu posicionamento cético, em tragédias como Hamlet e Rei Lear, assim como em A tempestade. Nessa peça de fim de carreira, o dramaturgo se apropriou de um ensaio (“Sobre os canibais”) que trata do impacto da descoberta do Novo Mundo no pensamento europeu remetendo a um encontro com índios brasileiros.


ministrado por


  • Pedro Süssekind

    Professor Associado do Departamento de Filosofia da UFF. Doutor em Filosofia pela UFRJ, com especialização em Literatura Comparada na Universidade Livre de Berlim (Alemanha). Publicou, além de diversos artigos acadêmicos, os livros de ficção Litoral e Triz, e os ensaios Shakespeare, o gênio original e Teoria do fim da arte. Atualmente está terminando um livro sobre Hamlet e a filosofia.